Soluções verdadeiras nas mudanças climáticas

30 \30\UTC julho \30\UTC 2013 at 17:10 Deixe um comentário


Reduzir a emissão de GEEs é mais importante do que apenas delimitar suas metas de redução

Após o vencimento das metas do Protocolo de Kyoto, o principal entrave entre países desenvolvidos e emergentes na ordem mundial de mudanças climáticas se dá na inviabilização de acordar novos limites de emissões de GEEs. Países como Brasil, Índia e China fazem parte do time dos emergentes, que resistem à adoção de um teto com metas obrigatórias de redução

Porém, como forma de cooperar na luta contra o aquecimento global, o Brasil, por exemplo, durante a conferência da ONU em Copenhague, realizada em 2009, assumiu uma meta voluntária de reduzir entre 36% e 39% as emissões de GEE até 2020. Comprometimento esse, tornado realidade ao reduzir suas emissões em 38,7% entre 2005 e 2010, de acordo com o novo inventário nacional elaborado e veiculado pelo Governo Federal no início de junho.

Mas, é preciso usar o exemplo do Brasil para saber e entender que nem sempre o atingimento de meta é o ideal e admirável…

Pois, só conseguimos chegar a esse número devido à queda de 76% no desmatamento da Amazônia brasileira – o que é ótimo. Mas, em contrapartida, as emissões cresceram 21,4% no setor de energia, 16,4% nos resíduos sólidos, 5,3% nos processos industriais e 5,2% na agropecuária. O que nos coloca entre os maiores emissores de GEEs do globo.

Por isso, é preciso criar soluções de mudanças climáticas e mensurar sua efetividade, de forma transparente e autêntica…

Um exemplo para se ter esperanças é o caso da China, a maior poluidora do mundo – com 25% do total de emissões do planeta. Que nos últimos dois meses tem impressionado a todos ao adotar medidas internas e de cooperação internacional para reduzir a poluição do ar, melhorar a gestão de resíduos e cortar as emissões de gases do efeito estufa. Isto é, minimizar o impacto de seu crescimento econômico no meio ambiente e no clima mundial.

Como exemplo, nota-se a atitude do governo em afirmar que investirá R$ 30 bilhões nos próximos três anos para diminuir a poluição; e ao firmar, junto aos Estados Unidos, uma parceria que trabalhará nas áreas de captura e armazenamento de carbono, redes elétricas inteligentes, corte da liberação de poluentes no transporte, eficiência energética e monitoramento de gases do efeito estufa.

Mas… Como fazer com que isso se torne realidade?

Por meio do comércio de emissões via mercado de carbono e/ou pela tributação das emissões por meio da taxação das empresas mais poluidoras. E, principalmente, pela política nacional de incentivo das reduções!

No caso do país asiático em questão, a opção escolhida foi o comércio de emissões via mercado de carbono. No qual capacitará as empresas tecnologicamente para que consigam reduzir suas emissões de GEEs e, assim, gerem créditos e negociem suas permissões certificadas em um mercado de carbono próprio, similar ao europeu.

E como forma de sustentar nossas esperanças nesta mudança, a China lançou no mês passado, um projeto piloto de comércio de emissões, que buscará a redução de 40% a 45% da quantidade de dióxido de carbono emitido por unidade de PIB em 2005, até o ano de 2020. A primeira das sete experiências do projeto começou na cidade de Shenzhen e conta com mais de 600 empresas participantes.

Seja pela tributação de emissões, seja pelo mercado de carbono, é essencial que todos os países se envolvam e se mantenham firmes na luta contra o aquecimento global. E, principalmente, que se unam para que o nosso maior bem em comum, o meio ambiente, saia ileso de qualquer disputa econômica, ideológica e social.

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