Hora do Planeta será realizada em 26 de março

22 \22\UTC fevereiro \22\UTC 2011 at 8:28 Deixe um comentário


A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, já tem data marcada: 26 de março. Criada pelo WWF-Austrália, em 2007, a ideia surgiu como forma de inspirar a população a tomar uma atitude diante das mudanças climáticas. Durante a Hora do Planeta, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.

Em 2010, no dia 27 de março 1 bilhão de pessoas, nos quatro cantos do mundo, apagaram suas luzes durante 60 minutos em gesto simbólico para reduzir as emissões de carbono. O Brasil participou em peso da Hora do Planeta, com 98 cidades, sendo 20 capitais.


“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais – e, principalmente, para mostrar uns aos outros – que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para deter as mudanças climáticas”, disse Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil

Brasília

De norte a sul do país, os monumentos apagados faziam companhia a inúmeras casas que escolheram as velas para demonstrar a disposição em combater o aumento médio na temperatura global e apoiar a conservação de ecossistemas terrestres e aquáticos. Mas as ruas também estavam repletas de adeptos da causa. Em Campo Grande (MS) um grupo com cerca de 30 ciclistas pedalou por dez quilômetros, entre a principal avenida da cidade, Afonso Pena, e a Praça de Esportes Elias Gadia. Com equipamentos de segurança, pisca-alertas e adesivos reflexivos, eles conseguiram chegar a tempo de ver o início da Hora do Planeta.

Kuala Lampur - Malásia

A pedalada noturna fez parte do projeto 36 Horas de Esporte, responsável por levar à capital do Mato Grosso do Sul competições e atividades de 30 modalidades esportivas diferentes no último fim de semana. Na hora em que o movimento organizado pelo WWF-Brasil começou, os holofotes e toda a iluminação interna da praça em questão foram desligados, e os jogos, interrompidos. Apenas o truco continuou, com a ajuda de um gerador. O Caminhão da Cultura, iniciativa que leva atrações culturais e musicais para vários bairros, também ficou às escuras, assim como feiras, eventos e parques espalhados no perímetro de Campo Grande.

Prestes a se tornar uma cinquentenária, a capital brasileira mostrou empenho para deixar suas vias, bares, residências e ícones no escuro. O Terraço Shopping, por exemplo, promoveu nada menos do que um aulão de spinning para aproximadas 100 pessoas em sua entrada principal, com a iluminação da fachada apagada. Realizado pela academia Julia Adnet, o exercício mostrou que uma hora em cima da bicicleta pode gerar muita energia – ainda mais se for ao som do grupo musical Patubatê, com seus instrumentos reciclados.

Sydney - Austrália

O Café da Rua 8, um dos mais boêmios e movimentados da Asa Norte, também fizeram uma ótima badalação na noite do movimento. Entre 20h30 e 21h30, os músicos Jaime Ernest Dias e Célia Rabelo fizeram uma apresentação à luz de velas. Mas a iluminação de verdade ficou por conta de uma Harley Davidson, do grupo de motociclistas Carcarás. A solução fez tanto sucesso que os proprietários e clientes decidiram permanecer às escuras até o fim da noite. Mas não foi só. O governo local e a administração federal também fizeram a sua parte e, em Brasília, apagaram o Congresso Nacional, a Catedral, o Museu da República e a Esplanada dos Ministérios.

Na Amazônia, de tudo um pouco – A Amazônia também marcou presença na mobilização presente em 125 países no mundo, um recorde absoluto de público e adesões. Em Belém (PA), um palco montado em frente ao famoso Mercado Municipal São Brás uniu a população em torno de apresentações de dança, culto ecumênico e shows de bandas de rock. Antes do “apagão”, um vídeo com os impactos da ação predatória do homem sobre o meio ambiente e as possíveis consequências das mudanças climáticas foi mostrado ao público.

Ibirapuera - São Paulo

Pelo segundo ano consecutivo, a capital acreana apagou as luzes do Palácio Rio Branco – construção neoclássica, sede do governo estadual. Desta vez, o mesmo aconteceu com a Assembleia Legislativa e o Horto Florestal, onde se situa a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Mas, para além dos edifícios públicos, Rio Branco também contou com a adesão espontânea de centenas de casas e residências, empolgadas com a oportunidade de demonstrar indignação perante a crise ambiental vigente.

Em outra grande metrópole encravada no meio da maior floresta tropical do planeta, o Teatro Amazonas viu suas luzes externas serem reduzidas quando acabou o Fórum da Sustentabilidade, encontro com participação do inconvenientemente verdadeiro Al Gore e do diretor do fenômeno Avatar, James Cameron. Foram muitos, também, os hotéis e restaurantes que ficaram no escuro, assim como algumas ruas. O fato curioso, no entanto, foram os moradores que colocaram cadeiras nas calçadas e ficaram por ali mesmo, durante uma hora, conversando sobre tudo um pouco.

Música e participação ativa – O recém inaugurado Parque do Povo, no bairro de Itaim Bibi, foi o ponto central da Hora do Planeta em São Paulo. Justamente lá aconteceu o pontapé inicial dos 60 minutos que se seguiram e foram apoiados por muitos moradores. Durante 40 minutos, o público presente ao novo complexo de lazer acompanhou o Coral da Gente, formado por 40 vozes de crianças e adolescentes da comunidade de Heliópolis. Elas formam o Instituto Baccarelli.

Ponte Estaiada - São Paulo

Espalhados pela cidade, ícones como a Ponte Estaiada, Monumento às Bandeiras, Obelisco e o Viaduto do Chá também ficaram no escuro pela primeira vez em 2010. Mas o motivo é nobre e a beleza do momento rendeu imagens para todo o globo.

A Rede Wal-Mart promoveu um evento oficial para a Hora do Planeta em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e convidou a prefeitura para participar e virar o interruptor simbólico para desligar trechos da capital. Uma hora depois, o movimento chegava ao fim no Brasil. Mas não a esperança de que a crise ambiental seja levada a sério pelos membros de todos os setores da sociedade, o quanto antes. Esta, ao contrário, não tem data para terminar.

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