Mercado de CO2 deve crescer 15% em 2011

20 \20\UTC janeiro \20\UTC 2011 at 8:00 Deixe um comentário


Mercados de carbono de todo o planeta devem atingir em 2011 a marca de US$ 139 bilhões, um aumento considerável em relação aos US$ 120 bilhões de 2010, impulsionados principalmente pela maior procura por créditos das empresas europeias geradoras de energia elétrica. Essa é a expectativa da Bloomberg New Energy Finance, que se baseia na teoria de que as companhias desejarão evitar os leilões de 2012, quando serão obrigadas por lei a obter créditos.

A obrigatoriedade deve resultar em preços mais altos para a tonelada de CO2, por isso boa parte das empresas deve tentar garantir seus créditos ainda este ano. Se for confirmada essa previsão, 2011 apresentará um crescimento de 15%, o maior registrado nos mercados de carbono nos últimos três anos.

“Apesar do pequeno progresso nas negociações climáticas internacionais, o valor dos mercados de carbono continuou a subir. É grande a possibilidade de termos mais atividade em 2011, principalmente na Europa, que continua sendo o carro chefe do comércio”,  afirmou Guy Turner, analista da Bloomberg-NEF.

A Europa foi responsável por 81% do total de transações em 2010. O continente deve continuar na liderança até 2020, devido ao pequeno progresso nas legislações norte-americanas, japonesas e australianas. Segundo a consultoria Point Carbon, o valor dos mercados de carbono subiu 1% em 2010, alcançando US$ 120 bilhões. O aumento teria se dado em virtude da valorização dos créditos.

Apesar disso, foi registrada uma queda de 12% no volume total negociado, que fechou o ano em 7 bilhões de toneladas métricas. Dessas, a União Europeia comercializou a maior parte, 5,2 bilhões, a uma média de €13,99 por cada permissão. Já o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) registrou uma expansão de 3% chegando aos €18 bilhões, mas também houve queda no volume negociado, da ordem de 5%.

A grande decepção de 2010 foi o fracasso da lei climática nos Estados Unidos, que resultou na derrubada de 76% do volume de negociações na Iniciativa Regional de Gases de Efeito Estufa (RGGI), formada por estados norte-americanos.

“A falta de apoio governamental para a criação de um cap-and-trade nos EUA foi o principal fator na queda do volume comercializado no planeta. O pior efeito foi sentido justamente pelo RGGI, que foi esvaziado pelas empresas”, explicou Endre Tvinnereim, analista da Point Carbon.

As previsões para 2011 poderiam ser ainda mais otimistas se estivesse claro qual será o caminho seguido pelas grandes economias da Ásia com relação à criação de seus programas de comércio de permissões de emissão. Devido à falta de um acordo climático mundial e à relutância norte-americana, países como Japão, China e Coréia do Sul pisaram no freio dos seus projetos de mercado de carbono que já estavam em discussão.

A iniciativa privada asiática teme perder mercado para empresas estrangeiras, especialmente norte-americanas, caso sejam adotadas medidas que limitem a produção industrial. Diante da pressão de setores como cimento e mineração, os governos asiáticos não tiveram outra opção senão adotar uma postura mais cautelosa, mesmo que considerem inevitável a criação de ferramentas para limitar as emissões.

“Já existe na China, por exemplo, uma forte noção de que o crescimento deve passar por opções como o mercado de carbono, controle de poluição e eficiência energética”,  explicou Mark Kenber, CEO da consultoria The Climate Group.

O ano de 2011 pode marcar a entrada dos asiáticos de uma vez por todas nas negociações de permissões de emissão, quem sabe já iniciando um processo de integração rumo ao tão aguardado mercado de carbono global. É esperar para ver.

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/ecoverde/posts/2011/01/10/mercado-de-co2-deve-crescer-15-em-2011-355611.asp

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