Desmatamento na Amazônia cai 47% em agosto

16 \16\UTC novembro \16\UTC 2010 at 9:00 Deixe um comentário


Em agosto, a Amazônia perdeu 265 quilômetros quadrados de floresta, de acordo com os dados do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na comparação com agosto de 2009, quando os satélites registraram 498 quilômetros quadrados de derrubadas, houve redução de 47%.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o número confirma a tendência de queda do desmate na região nos últimos meses. “Está se confirmando um padrão sustentável de redução do desmatamento”, avaliou.

Em agosto, o Pará liderou o desmate na região, com 134 quilômetros quadrados de desmate, seguido por Mato Grosso, com 54,85 quilômetros quadrados e pelo Amazonas, com 26,4 quilômetros quadrados a menos de florestas no período.

No acumulado de janeiro a agosto deste ano, os números do Inpe apontam redução do desmatamento em quase todos os estados da Amazônia Legal, menos no Amazonas. “O Amazonas ainda representa esse vazamento. Estamos em campo procurando entender se é uma nova vertente de desmatamento, se é uma nova ocupação de território”, disse a ministra.

O Deter monitora áreas maiores do que 25 hectares e direciona a fiscalização ambiental.

A taxa anual de desmatamento é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Apesar da metodologia diferente, a avaliação do Deter costuma antecipar os resultados do Prodes.

Os dados do Prodes para o período 2009/2010 devem ser apresentados em novembro. Se a tendência de queda se confirmar, o governo espera chegar a um novo recorde de queda do desmatamento. Em 2008/2009, a taxa anual de desmate calculada pelo Inpe foi de 7,4 mil quilômetros quadrados, a menor registrada em 20 anos de monitoramento.

As cerâmicas da região Norte do Brasil que codesenvolvem projetos de redução de emissões com a Sustainable Carbon contribuem para a redução do desmatamento e para a diminuição da deserificação da Amazônia, mitigando os efeitos das mudanças climáticas na região.

Fonte: Agência Brasil

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