Entenda mais sobre o mercado de carbono

7 \07\UTC outubro \07\UTC 2010 at 12:32 Deixe um comentário


Os cinco principais aspectos das compensações de carbono são: tipo de projeto, localização do projeto, vintage (período de creditação), tamanho do projeto e standard. Veja detalhadamente cada um desses cinco aspectos:

1. Tipo de Projeto – Os projetos de redução de emissões podem ser de diversos tipos. Os mais comuns são os de energia renovável como eólica, solar, biomassa (como no caso dos projetos da Sustainable Carbon), hidrelétrica. Há também  projetos de gás industrial, que destroem o HFC e o N2O, gases causadores do efeito estufa. Outros tipos são a destruição do metano em aterros, florestamento ou reflorestamento, etc.

Ao longo dos anos houve aumento da preferência para projetos que também geram co-benefícios sociais, como o caso dos projetos das cerâmicas, co-desenvolvidos com a Sustainable Carbon e que aplicam o SOCIALCARBON Standard.

2. Localização do Projeto –  Enquanto os projetos podem ser desenvolvidos em qualquer lugar do mundo, os compradores de créditos de carbono preferem projetos localizados onde eles (compradores) possuem presença ou onde são gerados o máximo de benefícios para a comunidade local.

Embora exista essa preferência, as toneladas de CO2 reduzidas em qualquer parte do mundo têm o mesmo impacto, desde que as emissões reduzidas tenham sido verificadas de acordo com standards robustos.

3. Vintage (Período de creditação) – É o ano em que o crédito de carbono foi gerado. Alguns standards limitam a geração de créditos retroativos e também estipulam datas para o início do projeto. O principal objetivo é estar de acordo com o princípio da adicionalidade, que garante que um projeto não é viável sem a receita que será gerada pela venda dos créditos de carbono.

4. Tamanho do Projeto – É frequentemente discutido que quanto maior o projeto, menos dependente das  receitas dos créditos de carbono ele será para se tornar viável. No entanto, os compradores geralmente preferem projetos pequenos para garantir a integridade. Embora seja verdade que no começo do mercado de carbono havia grandes projetos que capitalizaram renda extra com os novos mecanismos, o cenário atual mudou completamente. Muitos projetos grandes estão sendo planejados e implementados, no qual a receita dos créditos terá um papel importante. Desde que bancos e instituições financeiras se tornaram mais familiares ao mercado de carbono, esse fluxo de caixa futuro desempenha uma meta financeira desde o planejamento do projeto, já que os créditos de carbono são as garantias dos financiamentos.

5. Standard – Existem diversos.  Os mais disseminados no mercado de carbono são os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) e o Voluntary Carbon Standard (VCS), para o mercado regulado e mercado voluntário, respectivamente. Os projetos da Sustainable Carbon utilizam dois standards: o VCS que assegura que as reduções de emissões foram realizadas e o SOCIALCARBON, que gera benefícios ambientais, sociais e financeiros para a empresa e para as comunidades locais que vivem no entorno do projeto. Com o crescimento do mercado, novos standards devem surgir.

Mesmo que países como Brasil e Estados Unidos ainda não possuam um mercado de carbono regulado por seus governos, muitas empresas já estão se adiantando e construindo seu portifólio de compensação de emissões.  Ao manter essa estratégia, essas organizações já estarão preparadas para atingir suas metas de reduções  estipuladas, já que além de já conhecerem o processo, já terão neutralizado parte das suas emissões.

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Vídeo ‘explode’ quem se recusa a reduzir emissões Créditos de carbono não envelhecem

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