Cerâmicas paraenses são destaque na imprensa

17 \17\UTC agosto \17\UTC 2010 at 18:28 Deixe um comentário


Os projetos de substituição de combustível das cerâmicas de São Miguel do Guamá, no Pará, foram destaque no jornal ‘O Liberal’, de Belém (PA). A reportagem intitulada  “Olarias poupam a madeira da floresta”, ressalta o uso da biomassa renovável que elimou a utilização de lenha nativa e reduziu as emissões dos gases causadores do efeito estufa. Leia a reportagem.

“Há cerca de quatro anos, o Sindicato da Indústria Cerâmica (Sindicer), de São Miguel do Guamá, ouviu falar de uma iniciativa que estava dando muito certo no Tocantins. Lá, indústrias estavam reduzindo a emissão de gases poluentes sem comprometer a produção e ainda estavam recebendo por isso. Interessados no projeto, os fabricantes de cerâmica do município procuraram a empresa paulista Sustainable Carbon e decidiram entrar no mercado de crédito de carbono.

Cerâmica Cavalcante, de São Miguel do Guamá (PA)

O primeiro passo era reduzir a emissão do gás ou, como é o caso das cerâmicas que retiravam de florestas nativas a maderia que abastecia os fornos,  promover o “sequestro” de CO2, absorvido pelas árvores que permanecem em pé com a substituição de madeira por resíduos na alimentação dos fornos utilizados na fabricação de telhas e tijolos. “Se todas as empresas de São Miguel continuassem queimando lenha nativa para abastecer os fornos , estaríamos derrubando 70 mil metros cúbicos de floresta por mês”, afirmou o presidente do Sindicer, Raimundo Barbosa.

O que ocorreu no município foi a substituição de biomassa não-renovável, a madeira, por biomassas renováveis, os resíduos como o pó de serragem proveniente de cerrarias, o caroço de açaí e até a casca de castanha-do-pará. Com isso, nos últimos dois anos, de janeiro de 2008 a janeiro de 2010, uma única fábrica conseguiu reduzir em 50 mil toneladas a emissão de gás carbônico na atmosfera. A meta é reduzir 235 mil toneladas em 10 anos.

Para conseguir o certificado de redução de emissão de gases, no entanto, as cerâmicas precisam fazer muito mais do que deixar de derrubar a floresta. “Existe uma espécie de exigências que precisam ser cumpridas, já que passamos por auditorias”, explicou Vandick Cavalcante, outro empresário do setor. As instituições responsáveis pela concessão dos créditos exigem que as fábricas sigam normas de sustentabilidade em todos os setores. Também é preciso estar em dia com as obrigações tributárias e trabalhistas, além das licenças ambientais. “Os créditos comercializados devem ser utilizados para a melhoria da produção e para torná-las mais limpa, menos agressiva ao meio ambiente”, explicou Barbosa.

Injetor de biomassa da Cerâmica Cavalcante

Outra vantagem do projeto é que ele “obriga” as empresas a se manterem na legalidade. “Temos inclusive de comprovar que os resíduos que vêm das serrarias são provenientes de madeira legal”, contou Cavalcante. As cerâmicas também precisam implementar melhorias nas condições de trabalho das fábricas, dar um destino sustentável aos resíduos da produção e elaborar planos de recuperação de áreas degradadas para os locais de onde é retirada a argila. Apesar do rigor, seis fábricas já recebem os certificados e outras quatro aguardam aprovação de seus projetos.

Em São Miguel do Guamá existem pelo menos 40 olarias, 34 fazem parte do Sindicato e, juntas, geram cerca de 3 mil empregos diretos. O setor é considerado a principal atividade econômica do município, que garante boa parte do abastecimento de telhas e tijolos em toda a região nordeste do Estado. “Não existe nada melhor que trabalhar legal. E esse projeto permite que a gente trabalhe na legalidade sem ter prejuízo por conta da concorrência de quem vive na ilegalidade”, concluiu Cavalcante.

Entry filed under: Cerâmicas, Pará. Tags: .

Meta de redução do Brasil é uma das melhores Cerâmica Luara é destaque na Revista Imprensa

Comente

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Inscreva-se para receber notificações de novos artigos por email!

Junte-se a 47 outros seguidores

Nosso Facebook

Nosso Twitter

  • Você sabe por que nossos créditos de carbono são premium? Além de auxiliarmos nossos clientes a serem mais... fb.me/8iUGQ99RK 19 hours ago
  • Compartilhamos com vocês as impressões de Divaldo Rezende, vice-presidente do Instituto Ecológica, sobre a COP... fb.me/7qgdfhFFh 2 days ago
  • Nossos projetos, além de reduzirem a emissão de gases de efeito estufa, também promovem o desenvolvimento... fb.me/LeTywejZ 3 days ago
  • Destacamos alguns dados divulgados no relatório anual da Forest Trends para manter vocês atualizados sobre o... fb.me/JTuvOsjn 1 week ago
  • Separamos algumas iniciativas do Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul que demonstram, em pequena ou... fb.me/3mqG4aCna 1 week ago

%d blogueiros gostam disto: