Cavalcante apresenta melhorias

5 \05\UTC agosto \05\UTC 2010 at 17:20 Deixe um comentário


Estoque de biomassa da Cavalcante

A Cerâmica Cavalcante, de São Miguel do Guamá (PA), tem apresentado melhorias significativas desde que iniciou o seu projeto de geração de réditos de carbono. De acordo com o último relatório do CARBONOSOCIAL (SOCIALCARBON Report), o desenvolvimento da cerâmica tem gerado diversos benefícios. Conforme o relatório, a boa performance da Cavalcante foi notável em comparação com 2007, período da primeira avaliação, quando os resultados apontaram para um cenário crítico. Atualmente, todos os recursos apresentam desempenho satisfatório.

Segundo a avaliação, foi no recurso de Carbono que a empresa apresentou a maior evolução desde a última análise. A divulgação do projeto para os stakeholders (partes envolvidas) e as respostas positivas também foram vistas como um aspecto importante que contribuiu para os resultados desta avaliação.

Os indicadores dos recursos Social e Humano também evoluíram. De acordo com o relatório, é possível observar que os esforços para melhorar a organização das ações sociais está ajudando o seu desempenho. Além disso, houve melhorias nas condições de trabalho.

A empresa está de acordo com a legislação brasileira e demonstra preocupação com a melhoria do seu desempenho ambiental. No entanto, o recurso Natural ainda carece de melhorias nas questões relativas à gestão dos resíduos do processo produtivo, na emissão de material particulado para a atmosfera e de um plano de gestão ambiental.

O gráfico abaixo apresenta o desempenho da cerâmica em 2007 e, em seguida, de 2010:

A análise do hexágono aponta que a Cerâmica Cavalcante apresentou um desempenho satisfatório, sobretudo devido aos benefícios disponibilizados aos empregados, por estar dentro da legislação ambiental brasileira e por incentivar as boas práticas de segurança e saúde ocupacional. Além disso, a relação entre o proprietário e os trabalhadores com o sindicato está ativa. A empresa também promove a inclusão social, contando com um portador de deficiência no quadro de funcionários.

Outro fator positivo para a cerâmica é o nível de escolaridade dos empregados. Mais da metade dos funcionários têm pelo menos oito anos de estudo, o que é não é uma realidade comum no setor cerâmico. No entanto, a ausência de procedimentos de gestão ambiental e de controle de qualidade adequado impediu um desempenho melhor da empresa.

Veja a performance por recurso

Social: A cerâmica tem pontos positivos neste recurso. Os benefícios oferecidos, como cesta básica e incentivo para a assiduidade vem obtendo bons resultados em relação ao compromisso dos funcionários com a empresa. A relação do proprietário com a comunidade é ativa e as condições de trabalho estão ficando cada vez melhores com as atividades do projeto, através de modificações para melhorar a estrutura da empresa.

Humano: O proprietário mostra interesse em estimular os funcionários a participar de cursos e programas de formação, aumentando a qualidade do trabalho e da produção. A cerâmica tem boas práticas de segurança do trabalho, com uma equipe interna de prevenção de acidentes  e também um técnico de segurança que ajuda a prevenir os riscos de acidentes. Além disso, há procedimentos para controlar a utilização do Equipamento de Protecção Individual (EPI), apesar de equipamento usado pelos trabalhadores não ser o mais adequado. Outro ponto positivo é o fato de que mais da metade dos funcionários têm, pelo menos, oito anos de estudo, o que não é comum no setor cerâmico.

Financeiro: As finanças da empresa tiveram bom desempenho, já que houve um ligeiro aumento da produção desde a última avaliação. Além disso, o proprietário pretende aumentar a produtividade da fabricação de telhas. O fornecimento de biomassa é satisfatório e garante a fonte de combustíveis renováveis utilizados.

Natural: A empresa cumpre todas as obrigações legais, embora não formalização de uma política ambiental. A empresa executa atividades pontuais que melhoram seu desempenho ambiental, mas ainda carece de uma sistema de gestão ambiental. A maior parte dos resíduos gerados pela fábrica, como cacos e cinzas, são reutilizados dentro da instalação de cerâmica. As emissões de partículas são monitoradas através da otimização da  queima, mas nenhum dispositivos de controle da poluição é utilizado nas chaminés.

Tecnológico: A produção na fábrica é automatizada e a empresa possui equipamentos eficientes que garantem boa qualidade, como secadores automáticos, garagem para manutenção de máquinas, entre outros. Ao todo são 14 fornos “Paulista”, que são abastecidos com biomassa através de um sistema semi-automatizado.

Carbono: Os trabalhadores foram informados sobre a mudança do combustível e do projeto de carbono. Além disso, o órgão representativo da indústria cerâmica tem apoiado as iniciativas para divulgar o projeto para órgãos ambientais e governos regionais. A execução do projeto é vista como positiva e é uma iniciativa importante para a mitigação das mudanças climáticas.

Cavalcante – A Cavalcante é uma pequena indústria que fabrica de produtos de cerâmica vermelha, como tijolos e telhas. Situada no município de São Miguel do Guamá (PA), a indústria atende ao mercado local do estado. A cidade, com aproximadamente 60 mil  habitantes, é considerada o maior pólo industrial de cerâmica do Norte e Nordeste do país.

A substituição de combustível começou em 1º de janeiro de 2007, e, além de promover a sustentabilidade da empresa, ajuda a reduzir o efeito estufa gerando créditos de carbono para o mercado voluntário.

Desde o início do projeto e do período de geração de créditos (também em janeiro de 2007), o proprietário da empresa já realizou várias alterações no processo de produção, além de treinamento dos funcionários para trabalharem com biomassa renovável. Os fornos passaram por reformas e um galpão para armazenar biomassas foi construído.

A expectativa é que esse projeto gere 247.643 toneladas de CO2 equivalente durante dez anos.

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