Conferência de Copenhague aponta boas perspectivas para créditos de carbono gerados por cerâmicas

23 \23\UTC dezembro \23\UTC 2009 at 13:08 Deixe um comentário


Abertura dos debates da COP 15, na Dinamarca

A Conferência das Partes para Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 15, encerrada na última semana, em Copenhague, Dinamarca, sinalizou um bom futuro para o mercado voluntário de carbono, no qual estão incluídas as cerâmicas do CARBONOSOCAL.

“Como os governos não assumiram nenhuma responsabilidade, a pressão da opinião pública e das empresas vai continuar muito forte e por isso, a tendência do mercado voluntário é de crescimento”, diz o diretor executivo da CantorCO2e Brasil, Divaldo Rezende, que esteve presente na Conferência.

Isso ocorre porque em Copenhague não se conseguiu chegar a um consenso entre todos os países. “Foi feito um acordo que define linhas e princípios, mas não tem nenhum mecanismo legal para fazer com que esse acordo aconteça de fato. Todo esse trabalho será retomado em 2010, no México, para tentar se chegar a um acordo definitivo, que seja regulado e envolva  compromissos legais”, conta Rezende.

De acordo com a coordenadora de sustentabilidade da Carbono Sustentável (antiga Carbono Social Serviços Ambientais), Heloísa Mota,  a expectativa é de que as empresas procurem cada vez mais projetos de carbono no mercado voluntário, o que favorece a comercialização dos créditos verificados.  “Como as cerâmicas utilizam o Voluntary Carbon Standard (VCS) e o CARBONOSOCIAL, elas garantem a qualidade do produto, o que faz com que os compradores se interessem mais por seus projetos.”

Um desses sinais já começa a aparecer. Reportagem da “Folha de S.Paulo”, de 22 de dezembro, aponta que  os preços dos contratos de licenças de emissão de carbono do mercado regulado caíram acentuadamente no dia 21 de dezembro (o primeiro dia de negociações de créditos após o encerramento da COP 15), em reação ao desfecho decepcionante da Conferência.

Segundo o jornal, as licenças de emissão da União Europeia, com vencimento em dezembro de 2010, apresentaram queda de 4,8%, para € 12,80 por tonelada. Os créditos licenciados pela ONU, para dezembro de 2010, caíram 6,6%, para € 11,05 a tonelada, marca mais baixa desde o dia 23 de junho.

Outro cenário – Apesar da tendência positiva para o mercado voluntário, Divaldo Rezende, da CantorCO2e Brasil, alerta que esse mercado pode tomar outro rumo. “Pode ser que esse mercado se estagne, pois alguns países caminham para a criação de mercados regulados locais, inclusive o Brasil.”

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