Archive for agosto, 2011
Mudando Atitudes
Cerâmica Cavalcante se converte ao modelo sustentável de negócios
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| Trabalhador da cerâmica Cavalcante |
Durante 27 anos, a Cerâmica Cavalcante – uma pequena empresa produtora de telhas e tijolos localizada no estado do Pará – costumava usar lenha nativa da Amazônia como combustível de seu processo produtivo. As operações da cerâmica não apenas contribuíram para o já rápido desmatamento de um dos ecossistemas mais conhecidos e ameaçados do mundo, mas também se mostravam insustentável economicamente e ecologicamente.
Porém, em 2004, a cerâmica mudou sua atitude e implementou um projeto de redução de emissões em parceria com a Sustainable Carbon. Poucos anos depois, o projeto começou a gerar uma commodity chamada “crédito de carbono”, permitindo que a cerâmica minimizasse o impacto negativo no meio ambiente e investisse em iniciativas sócio-sustentáveis e comunitárias na região.
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| Açaí |
Originalmente, o projeto constituía-se em substituir o uso de lenha nativa da Amazônia com o uso de práticas mais sustentáveis e amigáveis ao meio-ambiente. Por ter acesso abundante a tipos de árvores habitualmente usadas no Brasil como biomassa, a Cavalcante incorporou caroços de açaí, fibra de dendê e serragem de resíduos de madeira como combustível do processo de produção.
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| Fibra de Dendê |
A fibra de dendê, derivada de uma espécie africana que é cultivada em áreas tropicais com altos índices de calor e umidade, é especialmente acessível no bioma amazônico. É altamente recomendada na produção de biodiesel, já que pode ser cultivada durante todo o ano; consequentemente, é uma solução de alta produtividade e preço baixo para o processo de produção da cerâmica.
Por conta de ter escolhido usar as biomassas citadas, a cerâmica cessou completamente o uso de lenha nativa, o que impactou diretamente na diminuição do desmatamento do frágil bioma amazônico.
Durante décadas, o desmatamento desenfreado causado pela atividade agroindustrial, levou à diminuição da área e da saúde da floresta. Embora o desmatamento esteja diminuído pouco a pouco nos últimos anos devido as medidas de proteção adotadas na área, a Amazônia continua sofrendo com os diversos efeitos da mudança climática, que tem impacto significante tanto no clima da Amazônia quanto no restante do mundo.
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| Trabalhador da cerâmica Cavalcante levando os tijolos para secagem |
O uso de biomassa renovável não diminui apenas as emissões de gases do efeito estufa (GEEs), responsáveis pelas mudanças climáticas perigosas, como as que vem ocorrendo na Amazônia, mas também trouxe diversos outros benefícios econômicos e ambientais. Por exemplo, a diversidade de biomassas existente no Brasil permite que empresas como a Cerâmica Cavalcante procurem a biomassa mais acessível em suas regiões, garantindo que a troca de combustível seja uma opção economicamente viável. Além disso, o fornecimento local de biomassa garante que a produção se mantenha estável durante o ano todo.
Além disso, a queima de biomassa não produz uma elevada emissão de gases poluentes para a atmosfera. O balanço dos gases produzidos é neutralizado pela absorção de CO2 durante o processo de fotossíntese. Ainda, quando resíduos agroindustriais são reutilizados na produção como forma de biomassa, a pressão sobre os aterros sanitários é diminuída, que anteriormente recebiam os resíduos das operações agroindustriais.
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| Trabalhador da cerâmica Cavalcante examinando a argila |
E os benefícios não param por ai. Com a crescente preocupação com sustentabilidade e negócios socialmente responsáveis no Brasil, o uso de biomassa renovável na produção está rapidamente se tornando uma prática comum na indústria ceramista brasileira. Na realidade, desde sua fundação em 2008, a Sustainable Carbon formou parcerias de sucesso com mais de 50 empresas ceramistas no Brasil para iniciar a troca de combustível.
Caso queira mais informações sobre como ser mais sustentável, ou contribuir para esse movimento positivo, por favor entre em contato com nossa equipe em info@sustainablecarbon.com ou visite nosso site para maiores informações — www.sustainablecarbon.com
| A Cerâmica Calvacante usa a Metodologia SOCIALCARBON para monitorar e aperfeiçoar os benefícios sustentáveis conseguidos anualmente por meio do projeto de troca de combustível por biomassa renovável.
O SOCIALCARBON® Standard monitora os aperfeiçoamentos de um projeto ao longo do tempo, dando garantias e provas de sua contribuição para a sustentabilidade. A aplicação do SOCIALCARBON® consiste em monitorar o projeto em seis áreas cruciais para a sustentabilidade, sendo elas: social, economia, tecnologia, meio-ambiente, carbono e financeiro. Para mais informações sobre o SOCIALCARBON® Standard visite www.socialcarbon.org |
Cerâmica Gomes de Mattos eleva o padrão de investimento em sustentabilidade no setor ceramista brasileiro
Desenvolvimento sustentável raramente é o foco de uma cerâmica nas áreas menos desenvolvidas do Brasil. Contudo, uma cerâmica encontrou uma forma de priorizar essa iniciativa, aumentando a produtividade e reduzindo o impacto ambiental.

Localizada no Crato, cidade no interior do Ceará, a Cerâmica Gomes de Matos (CGM) produz peças cerâmicas como blocos e telhas para a indústria de construção local. No ano de 2008, em parceria com a Sustainable Carbon, a CGM deixou de usar lenha nativa como fonte de energia para os fornos e passou a usar biomassa renovável – uma prática ambientalmente correta para a sua produção. O projeto resultou na criação de commodities ambientais, chamadas de créditos de carbono.
Quando perguntado sobre o motivo de implementar um projeto como esse, Stephenson Ramalho de Lacerda, Engenheiro
Ambiental da CGM diz, “O setor ceramista sempre foi pressionado pela sociedade por ter um impacto ambiental negativo muito alto”, afirma. “Nós vimos o projeto como uma forma de reduzir nosso impacto ambiental, e melhorar a eficiência energética [da fábrica]. Dessa forma, nós tentamos mudar a visão negativa do setor ceramista, enquanto fizemos melhorias socioambientais na região”, complementa.
Antes do projeto, a CGM queimava cerca de 22.800m³ de lenha nativa anualmente em seus fornos. Essa forma de produção era diretamente responsável pela destruição do frágil ecossistema da Caatinga – um bioma exclusivamente brasileiro, que ocupa cerca de 10% do território nacional. Mesmo sendo rica em recursos naturais, a Caatinga é um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Esse importante bioma sofre uma forte ameaça de desertificação e o desmatamento só amplia essa possibilidade. Além disso, a perda da vegetação natural leva a mudanças no fluxo de água do rio, aumentando a escassez de recursos hídricos para as comunidades locais e para a agricultura e pecuária.
Ao se comprometer com o projeto, a CGM está contribuindo com a preservação da Caatinga, reduzindo suas emissões de carbono e investindo parte da receita proveniente da venda de créditos de carbono em sustentabilidade e desenvolvimento socioeconômico na comunidade local.
Para continuar minimizando seu impacto no meio ambiente brasileiro, a CGM se tornou a primeira fábrica do setor ceramista brasileiro parceira do GeoPark – um território ecológico com limites determinados, que contem sítios de alto valor científico. Por ser parceira do Araripe, o primeiro GeoPark da América, a CGM fornece apoio financeiro e visitas educacionais para estudantes e visitantes do parque. Essa parceria representa um selo de qualidade para companhias que colaboram para o desenvolvimento sustentável da região.
Além de mudar a atitude dos proprietários, priorizando a proteção ambiental, a CGM investe em programas educacionais, oferece suporte médico e patrocina eventos recreativos para os membros da comunidade, além de organizar visitas regulares de instituições de ensino da região. Outra iniciativa que envolve a sociedade é a organização de eventos comunitários onde médicos, dentistas e cabeleireiros prestam serviço às pessoas que não tem condições de pagar por esse tipo de trabalho. A CGM também patrocina um time de futebol formado por trabalhadores da própria fábrica, que competem em campeonatos locais.
“Ser ecológico dá dinheiro”, diz Ronaldo Gomes de Matos, proprietário da cerâmica CGM. “Nós tivemos retorno de tudo que investimos [no projeto]“.
O comentário de Mattos sugere que um projeto de crédito de carbono realmente pode trazer benefícios para os trabalhadores e a comunidade local. Dessa forma, satisfaz os interesses de todos os envolvidos e garante a continuidade do investimento. Por isso, pode-se dizer que o projeto da CGM promove o desenvolvimento sustentável local.
Ao se comprometer com o projeto, a CGM está contribuindo de diversas formas. No âmbito ambiental, preserva o bioma da Caatinga e reduz suas emissões de gases causadores do Efeito Estufa. Na indústria, há retorno financeiro com as vendas dos créditos de carbono, possibilitando novos investimentos na empresa. Para a comunidade, proporciona benefícios diretos às pessoas e instituições da região.
Para mais informações ou caso haja dúvidas sobre a Sustainable Carbon, ou sobre o projeto de biomassa renovável na Cerâmica Gomes de Mattos, contate Larissa Tega da Fonseca em larissa@sustainablecarbon.com ou visite a nossa página de projetos em www.sustainablecarbon.com/Projetos/.
| A Cerâmica Gomes de Mattos usa a Metodologia SOCIALCARBON para monitorar e aperfeiçoar os benefícios sustentáveis conseguidos anualmente por meio do projeto de troca de combustível por biomassa renovável.O SOCIALCARBON® Standard monitora os aperfeiçoamentos de um projeto ao longo do tempo, dando garantias e provas de sua contribuição para a sustentabilidade. A aplicação do SOCIALCARBON® consiste em monitorar o projeto em seis áreas cruciais para a sustentabilidade, sendo elas: social, economia, tecnologia, meio-ambiente, carbono e financeiro.
Para mais informações sobre o SOCIALCARBON® Standard visite www.socialcarbon.org |




