Mudando Atitudes

Cerâmica Cavalcante se converte ao modelo sustentável de negócios

Trabalhador da cerâmica Cavalcante

Durante 27 anos, a Cerâmica Cavalcante – uma pequena empresa produtora de telhas e tijolos localizada no estado do Pará – costumava usar lenha nativa da Amazônia como combustível de seu processo produtivo. As operações da cerâmica não apenas contribuíram para o já rápido desmatamento de um dos ecossistemas mais conhecidos e ameaçados do mundo, mas também se mostravam insustentável economicamente e ecologicamente.

Porém, em 2004, a cerâmica mudou sua atitude e implementou um projeto de redução de emissões em parceria com a Sustainable Carbon. Poucos anos depois, o projeto começou a gerar uma commodity chamada “crédito de carbono”, permitindo que a cerâmica minimizasse o impacto negativo no meio ambiente e investisse em iniciativas sócio-sustentáveis e comunitárias na região.

Açaí

Originalmente, o projeto constituía-se em substituir o uso de lenha nativa da Amazônia com o uso de práticas mais sustentáveis e amigáveis ao meio-ambiente. Por ter acesso abundante a tipos de árvores habitualmente usadas no Brasil como biomassa, a Cavalcante incorporou caroços de açaí, fibra de dendê e serragem de resíduos de madeira como combustível do processo de produção.

Fibra de Dendê

A fibra de dendê, derivada de uma espécie africana que é cultivada em áreas tropicais com altos índices de calor e umidade, é especialmente acessível no bioma amazônico. É altamente recomendada na produção de biodiesel, já que pode ser cultivada durante todo o ano; consequentemente, é uma solução de alta produtividade e preço baixo para o processo de produção da cerâmica.

Por conta de ter escolhido usar as biomassas citadas, a cerâmica cessou completamente o uso de lenha nativa, o que impactou diretamente na diminuição do desmatamento do frágil bioma amazônico.

Durante décadas, o desmatamento desenfreado causado pela atividade agroindustrial, levou à diminuição da área e da saúde da floresta. Embora o desmatamento esteja diminuído pouco a pouco nos últimos anos devido as medidas de proteção adotadas na área, a Amazônia continua sofrendo com os diversos efeitos da mudança climática, que tem impacto significante tanto no clima da Amazônia quanto no restante do mundo.

Trabalhador da cerâmica Cavalcante levando os tijolos para secagem

O uso de biomassa renovável não diminui apenas as emissões de gases do efeito estufa (GEEs), responsáveis pelas mudanças climáticas perigosas, como as que vem ocorrendo na Amazônia, mas também trouxe diversos outros benefícios econômicos e ambientais. Por exemplo, a diversidade de biomassas existente no Brasil permite que empresas como a Cerâmica Cavalcante procurem a biomassa mais acessível em suas regiões, garantindo que a troca de combustível seja uma opção economicamente viável. Além disso, o fornecimento local de biomassa garante que a produção se mantenha estável durante o ano todo.

Além disso, a queima de biomassa não produz uma elevada emissão de gases poluentes para a atmosfera. O balanço dos gases produzidos é neutralizado pela absorção de CO2 durante o processo de fotossíntese. Ainda, quando resíduos agroindustriais são reutilizados na produção como forma de biomassa, a pressão sobre os aterros sanitários é diminuída, que anteriormente recebiam os resíduos das operações agroindustriais.

Trabalhador da cerâmica Cavalcante examinando a argila

E os benefícios não param por ai. Com a crescente preocupação com sustentabilidade e negócios socialmente responsáveis no Brasil, o uso de biomassa renovável na produção está rapidamente se tornando uma prática comum na indústria ceramista brasileira. Na realidade, desde sua fundação em 2008, a Sustainable Carbon formou parcerias de sucesso com mais de 50 empresas ceramistas no Brasil para iniciar a troca de combustível.

Caso queira mais informações sobre como ser mais sustentável, ou contribuir para esse movimento positivo, por favor entre em contato com nossa equipe em info@sustainablecarbon.com ou visite nosso site para maiores informações — www.sustainablecarbon.com

A Cerâmica Calvacante usa a Metodologia SOCIALCARBON para monitorar e aperfeiçoar os benefícios sustentáveis conseguidos anualmente por meio do projeto de troca de combustível por biomassa renovável.

O SOCIALCARBON® Standard monitora os aperfeiçoamentos de um projeto ao longo do tempo, dando garantias e provas de sua contribuição para a sustentabilidade. A aplicação do SOCIALCARBON® consiste em monitorar o projeto em seis áreas cruciais para a sustentabilidade, sendo elas: social, economia, tecnologia, meio-ambiente, carbono e financeiro.

Para mais informações sobre o SOCIALCARBON® Standard visite www.socialcarbon.org

26 de agosto de 2011 at 18:18 Deixe um comentário

Cerâmica Gomes de Mattos eleva o padrão de investimento em sustentabilidade no setor ceramista brasileiro

Desenvolvimento sustentável raramente é o foco de uma cerâmica nas áreas menos desenvolvidas do Brasil. Contudo, uma cerâmica encontrou uma forma de priorizar essa iniciativa, aumentando a produtividade e reduzindo o impacto ambiental.

Blocos e telhas produzidos na CGM

Localizada no Crato, cidade no interior do Ceará, a Cerâmica Gomes de Matos (CGM) produz peças cerâmicas como blocos e telhas para a indústria de construção local. No ano de 2008, em parceria com a Sustainable Carbon, a CGM deixou de usar lenha nativa como fonte de energia para os fornos e passou a usar biomassa renovável – uma prática ambientalmente correta para a sua produção. O projeto resultou na criação de commodities ambientais, chamadas de créditos de carbono.

Quando perguntado sobre o motivo de implementar um projeto como esse, Stephenson Ramalho de Lacerda, Engenheiro

Ambiental da CGM diz, “O setor ceramista sempre foi pressionado pela sociedade por ter um impacto ambiental negativo muito alto”, afirma. “Nós vimos o projeto como uma forma de reduzir nosso impacto ambiental, e melhorar a eficiência energética [da fábrica]. Dessa forma, nós tentamos mudar a visão negativa do setor ceramista, enquanto fizemos melhorias socioambientais na região”, complementa.

Antes do projeto, a CGM queimava cerca de 22.800m³ de lenha nativa anualmente em seus fornos. Essa forma de produção era diretamente responsável pela destruição do frágil ecossistema da Caatinga – um bioma exclusivamente brasileiro, que ocupa cerca de 10% do território nacional. Mesmo sendo rica em recursos naturais, a Caatinga é um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Esse importante bioma sofre uma forte ameaça de desertificação e o desmatamento só amplia essa possibilidade. Além disso, a perda da vegetação natural leva a mudanças no fluxo de água do rio, aumentando a escassez de recursos hídricos para as comunidades locais e para a agricultura e pecuária.

Ao se comprometer com o projeto, a CGM está contribuindo com a preservação da Caatinga, reduzindo suas emissões de carbono e investindo parte da receita proveniente da venda de créditos de carbono em sustentabilidade e desenvolvimento socioeconômico na comunidade local.

Para continuar minimizando seu impacto no meio ambiente brasileiro, a CGM se tornou a primeira fábrica do setor ceramista brasileiro parceira do GeoPark – um território ecológico com limites determinados, que contem sítios de alto valor científico. Por ser parceira do Araripe, o primeiro GeoPark da América, a CGM fornece apoio financeiro e visitas educacionais para estudantes e visitantes do parque. Essa parceria representa um selo de qualidade para companhias que colaboram para o desenvolvimento sustentável da região.

Além de mudar a atitude dos proprietários, priorizando a proteção ambiental, a CGM investe em programas educacionais, oferece suporte médico e patrocina eventos recreativos para os membros da comunidade, além de organizar visitas regulares de instituições de ensino da região. Outra iniciativa que envolve a sociedade é a organização de eventos comunitários onde médicos, dentistas e cabeleireiros prestam serviço às pessoas que não tem condições de pagar por esse tipo de trabalho. A CGM também patrocina um time de futebol formado por trabalhadores da própria fábrica, que competem em campeonatos locais.

“Ser ecológico dá dinheiro”, diz Ronaldo Gomes de Matos, proprietário da cerâmica CGM. “Nós tivemos retorno de tudo que investimos [no projeto]“.

O comentário de Mattos sugere que um projeto de crédito de carbono realmente pode trazer benefícios para os trabalhadores e a comunidade local. Dessa forma, satisfaz os interesses de todos os envolvidos e garante a continuidade do investimento. Por isso, pode-se dizer que o projeto da CGM promove o desenvolvimento sustentável local.

Ao se comprometer com o projeto, a CGM está contribuindo de diversas formas. No âmbito ambiental, preserva o bioma da Caatinga e reduz suas emissões de gases causadores do Efeito Estufa. Na indústria, há retorno financeiro com as vendas dos créditos de carbono, possibilitando novos investimentos na empresa. Para a comunidade, proporciona benefícios diretos às pessoas e instituições da região.

Para mais informações ou caso haja dúvidas sobre a Sustainable Carbon, ou sobre o projeto de biomassa renovável na Cerâmica Gomes de Mattos, contate Larissa Tega da Fonseca em larissa@sustainablecarbon.com ou visite a nossa página de projetos em www.sustainablecarbon.com/Projetos/.

A Cerâmica Gomes de Mattos usa a Metodologia SOCIALCARBON para monitorar e aperfeiçoar os benefícios sustentáveis conseguidos anualmente por meio do projeto de troca de combustível por biomassa renovável.O SOCIALCARBON® Standard monitora os aperfeiçoamentos de um projeto ao longo do tempo, dando garantias e provas de sua contribuição para a sustentabilidade. A aplicação do SOCIALCARBON® consiste em monitorar o projeto em seis áreas cruciais para a sustentabilidade, sendo elas: social, economia, tecnologia, meio-ambiente, carbono e financeiro.

Para mais informações sobre o SOCIALCARBON® Standard visite www.socialcarbon.org

26 de agosto de 2011 at 18:11 Deixe um comentário

O estado de São Paulo publica primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa

No dia 20 de abril de 2011, representantes da Sustainable Carbon, juntamente com outros representantes da sociedade civil e do Poder Público, estiveram presentes no auditório Augusto Ruschi, na sede da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, para o lançamento do 1º Inventário de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa (GEEs) Diretos e Indiretos do Estado de São Paulo – período  1990 a 2008.

O documento foi elaborado pelo Programa Estadual de Mudanças Climáticas – PROCLIMA, da CETESB e da Secretaria de Meio Ambiente – SEMA, com apoio da Embaixada Britânica no Brasil, representada pelo embaixador Alan Charlton, que considerou o Inventário de São Paulo o mais completo do mundo, até então. Segundo ele “a transição para o mercado de carbono é a revolução industrial do século XXI. É o verdadeiro instrumento para uma economia verde”, por isso um inventário desse nível torna-se tão necessário.

O Inventário usou como base a metodologia aprovada pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, da Organização das Nações Unidas – ONU, de modo a permitir uma comparação dos resultados com os do inventário nacional. As estimativas incluem não apenas os gases listados pelo Protocolo de Kyoto, mas também os CFCs e HCFCs, gases destruidores da camada de ozônio, regulamentados pelo Protocolo de Montreal e com alto potencial de aquecimento global.

João Wagner (Coordenador do PROCLIMA), responsável pela Coordenação Técnica do Inventário, apresentou diversos dados. Um dos mais interessantes diz respeito à distribuição percentual das emissões de São Paulo e no Brasil. Quando comparado ao Brasil, por exemplo, o Inventário mostra que, no estado de São Paulo, o maior responsável pelas emissões de GEE é o setor elétrico (57,2%), enquanto que a nível nacional esse número fica em 15%. No entanto, São Paulo representa o maior consumidor da produção madeireira.

Neste sentido, a legislação estadual é uma das mais ambiciosas, pois prevê a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa em 20% até 2020 comparados aos níveis de 2005 – ano de referência usada tanto pela Política Estadual de Mudanças Climáticas de São Paulo – PEMC (Lei Estadual 13.798/09) quanto pelo Inventário apresentado.

Esses e outros dados do Inventário podem ser consultados na internet, no próprio site da CETESB. Já a versão impressa, que também terá exemplares em inglês, deve sair dentro de 2 meses, de acordo com João Wagner.

20 de abril de 2011 at 17:20 Deixe um comentário

Vulcão replanta árvores na cerâmica

A Cerâmica Vulcão, de Queimados (RJ), em conjunto com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), deu início a um processo de reflorestamento em uma área de 30 alqueres na propriedade da empresa. A UFRRJ participa com o apoio técnico e a cerâmica adquire as mudas de plantas nativas e de eucalipto. O objetivo é em quatro anos terminar o replantio em toda a margem do rio que corta a área onde a empresa está instalada. (mais…)

31 de março de 2011 at 8:11 Deixe um comentário

Varejo de materiais de construção deve movimentar R$ 76,4 bilhões em 2011

De acordo com o Pyxis Consumo, ferramenta de potencial de mercado do IBOPE Inteligência, o gasto per capita do brasileiro com material para construção será de R$ 469 em 2011. Região Sudeste é a que apresenta maiores índices. (mais…)

29 de março de 2011 at 8:10 Deixe um comentário

Conheça mais a caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro

A Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Pampas não são só brasileiros, mas há um importante bioma que é só nosso, que não existe nos países vizinhos. É a caatinga, o principal bioma do sertão nordestino. (mais…)

24 de março de 2011 at 8:15 Deixe um comentário

Sustentabilidade da cerâmica CGM é destaque na TV Globo

Cerâmica CGM, de Crato (CE)

“Uma empresa virou modelo de convivência com o meio ambiente”. Assim a  cerâmica CGM, de Crato (CE), foi classificada pela reportagem do programa Globo Rural, da TV Globo. O que chamou a atenção dos jornalistas foi o fato de a cerâmica ter interrompido o uso de lenha nativa e substituído esse combustível por biomassa renovável, gerando créditos de carbono.  A reportagem também foi publicada no portal Globo Natureza (globonatureza.com), com o título “Todo ano, quase três mil hectares de vegetação nativa viram lenha”. Acompanhe o vídeo e a reportagem.  (mais…)

22 de março de 2011 at 8:13 Deixe um comentário

Amazônia e Nordeste devem ter menos chuvas até 2100, diz pesquisa

Relatório finalizado recentemente pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas, vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta que o bioma amazônico e o Nordeste do país deverão ter menos chuvas e mais secas no século 21. O relatório considera análises feitas durante 2009 e 2010 e integra dados de 26 projetos distintos. (mais…)

17 de março de 2011 at 8:32 Deixe um comentário

Mata Atlântica tem 80% de sua área em terras privadas

Mais ameaçado dos biomas brasileiros, 80% dos remanescentes da Mata Atlântica estão concentrados nas mãos de proprietários privados, o que torna a floresta mais suscetível a desmatamentos – principalmente se for adiante a proposta de alteração do Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional.  (mais…)

15 de março de 2011 at 8:40 Deixe um comentário

Desmate volta a crescer na Amazônia

Nos cinco meses que se seguiram à menor taxa de desmatamento da Amazônia em 22 anos, o ritmo das motosserras na floresta voltou a crescer. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicaram aumento de 11% no abate de árvores entre agosto e dezembro de 2010, comparado ao mesmo período do ano anterior. (mais…)

10 de março de 2011 at 8:36 Deixe um comentário

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